Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Museu do Carro Eléctrico vai ficar maior

O Museu do Carro Eléctrico, no Porto, crescerá. A sala das máquinas e a oficina de reconstrução dos eléctricos vão abrir-se ao olhar do público, contando mais histórias do passado e do presente aos visitantes. A STCP reserva 8,6 milhões para recuperar o imóvel.

O antigo edifício da Central Termoeléctrica de Massarelos, que produziu e abasteceu o sistema de circulação dos eléctricos durante 45 anos e que acolhe o museu desde 1992, será reabilitado nos próximos anos. A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) lançou, na passada segunda-feira, um concurso de ideias com essa finalidade, sob a assessoria técnica da Ordem dos Arquitectos. A consulta visa expandir a vertente museológica, mas também encontrar usos adicionais para o imóvel subaproveitado que confiram sustentabilidade financeira ao projecto. "A central foi inaugurada em 1915. É preciso recuperar este edifício emblemático sem adulterá-lo, mas permitir [em paralelo] uma ocupação diversa, como restauração, espaço de acolhimento para eventos de qualidade e para empresas. Queremos que seja minimamente sustentável", explica Fernanda Meneses, presidente do Conselho de Administração da STCP. No ano passado, passaram 36 mil pessoas pelo museu, ultrapassando os 30 mil registados em 2008. Os estudantes são mais de metade dos visitantes.

Concurso de ideias com prémios

Levar a história dos carros eléctricos aos mais jovens é uma das vocações primordiais do museu, assumidas pela presidente da STCP, certa de que o interesse e a curiosidade que os históricos suscitam é comprovada no desfile anual em Maio. Ainda assim, reconhece que existem muitas pessoas que nunca entraram no museu. Enriquecê-lo com novas valências será a missão dos concorrentes para atrair novos visitantes e ocupantes. O autor do projecto vencedor receberá 12,5 mil euros e conduzirá a reabilitação. Há, ainda, 10 mil e 7,5 mil euros para o segundo e o terceiro lugares. Outras cinco propostas serão distinguidas, como incentivo à participação de jovens, com mil euros cada. O orçamento total ascende a 8,6 milhões de euros.

A empresa estabelece um programa funcional que guiará os arquitectos. A musealização da sala das máquinas da central termoeléctrica (ler caixa) onde resta maquinaria dos anos 30 a 50, provenientes da Suíça e da Alemanha, e a abertura ao público da oficina-escola e das oficinas onde se reconstroem eléctricos antigos em mau estado terão de ser parte fundamental do projecto vencedor.

Nas áreas subaproveitadas, poderá surgir um espaço, com salas adjacentes equipadas, para "eventos corporativos e sociais" de média e grande dimensão. Pretende criar-se um auditório para 100 lugares, áreas de restauração com esplanadas exteriores com vista para o rio Douro e um parque de estacionamento. O serviço de aluguer de eléctricos corresponde a 30% da receita do museu, logo é para manter. Outra solução para rentabilizar o antigo depósito de água da central, hoje vazio, é a implementação de um pequeno cluster dedicado às indústrias criativas e ao turismo. O edifício do museu já alberga duas empresas da área do turismo.

Os concorrentes terão de entregar os projectos até 12 de Abril, prevendo-se que a decisão final do júri, liderado pelo arquitecto José Manuel Gigante, seja divulgada no Verão. Cumprida a burocracia do licenciamento, a STCP estima lançar o concurso público para a execução da reabilitação do edifício, classificado como património de interesse municipal no primeiro semestre de 2011.

www.jn.sapo.pt

Pedro Gomes às 15:13
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1 comentário:
De jonasnuts a 10 de Janeiro de 2010 às 12:01
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